CELSO BLUES BOY (Por Helton Ribeiro da Blues&Jazz)

DICA - EDWARD "BIG HEAD"
Música - Artigo da Folha de São Paulo
Marsalis e Clapton celebram em show a sonoridade de Nova Orleans
Em encontro em Nova York, os dois músicos fizeram homenagem ao berço do blues e do jazz
Lançado em CD e DVD, show no Lincoln Center deve agradar mais aos fãs do trompetista do que aos do guitarrista
Eric Clapton (centro) e Winton Marsalis (esquerda) durante o Show no Lincoln Center, em Nova York, em abril passado.

FABRICIO VIEIRACOLABORAÇÃO PARA A FOLHA
O trompetista Wynton Marsalis vem se abrindo nos últimos anos a encontros improváveis. Em 2007, reuniu-se com o ícone country Willie Nelson. Agora, foi a vez de subir ao palco com Eric Clapton.
O que os dois músicos buscaram no Lincoln Center (Nova York), em abril passado, foi descobrir um ponto no qual pudessem desenvolver algo que não soasse só como material de um ou de outro. Optaram por fazer um concerto de "encontro com as origens", centrando o olhar em Nova Orleans, berço do blues, do jazz, do R&B e, em certo sentido, do próprio rock.
Primeiro, reuniram um conjunto de instrumentistas próximo ao utilizado pelo lendário King Oliver (1885-1938) na década de 1920. Depois, Clapton selecionou um variado repertório que se adequasse bem à sonoridade esperada do grupo e, ao mesmo tempo, registrasse a amplitude do som de Nova Orleans.Para agarrar o público de cara, abriram o concerto de forma contagiante, com a cadência de jazz tradicional de "Ice Cream", com curtos e potentes solos de trompete e guitarra. O blues assume na sequência, quando entra em cena "Forty-Four", imortalizada por Howlin' Wolf (1910-76). O desfile de estilos segue com o tempero boogie-woogie de "Kidman Blues", com suingante vocal de Clapton, sendo um dos picos de animação do disco. Em outro extremo, há o dramático spiritual "Just a Closer Walk with Thee", que traz a participação do bluesman Taj Mahal.
Os fãs do guitarrista britânico, para não se sentirem completamente perdidos no universo visitado, são contemplados com a clássica "Layla", que surge em versão dentro do espírito do álbum.
O resultado tende a agradar mais aos entusiastas de Marsalis que aos de Clapton. Por mais que o guitarrista tenha ficado à vontade (no DVD, é visível sua empolgação), não se trata propriamente de um disco dele. Crítico feroz do jazz contemporâneo e de sua face mais experimental, Marsalis tem tentado mostrar que pode dialogar com músicos de outras esferas. Mas nada muito ousado, que fira sua aura de bom moço do jazz. (folha.com)
PLAY THE BLUES - LIVE FROM JAZZ AT LINCOLN CENTERARTISTAS Wynton Marsalis e Eric Clapton
GRAVADORA Warner Music
QUANTO R$ 29,90 (CD) e R$ 49,90 (DVD)
AVALIAÇÃO bom ****
DICA - EDWARD "BIG HEAD"

Lançamento de álbum a fim de curar a dor
Por ALAN LIGHT STAMFORD, Connecticut - No verão americano passado, Gregg Allman estava na clínica Mayo de Jacksonville, Flórida, recuperando-se de um transplante de fígado.
Vocalista principal e tecladista da Allman Brothers Band, Allman, 63, passara três anos, desde o recebimento do diagnóstico de hepatite C em 2007, esperando por um doador compatível.
A operação foi um sucesso, mas não foi fácil.
"Não pensei na dor depois", disse Allman. "Mas, enquanto eu estava me recuperando, eu sabia que tinha este disco em fase de criação e, pensar nisso, realmente me animava. Quando as coisas ficavam ruins, com muita dor, eu pensava no disco, e era como um sistema médico de suporte à vida.
"Allman está animado e em melhor forma física. Ele acaba de lançar "Low Country Blues", música que o ajudou a se recuperar, além de ser seu primeiro álbum solo em 14 anos.
Arquiteto do que veio a ser conhecido como rock sulista, o grupo Allman ainda é uma das bandas mais populares no circuito das turnês. Desde que Gregg Allman e seu irmão Duane, virtuose da guitarra, fundaram o grupo, em 1969, a banda lançou 11 álbuns de ouro e cinco de platina. Quando Duane Allman morreu em um acidente de moto, em 1971, os Allman, que misturavam uma fundação de blues intransigente com improvisações ousadas, poderiam ter se tornado a maior banda dos Estados Unidos. Mas as ótimas vendas de ingressos de seus shows recentes comprovam que seus fãs continuam devotados e instigados.
Após a morte em 2002 de Tom Dowd, que foi o produtor dos Allman Brothers por muitos anos, Greg Allman hesitou em trabalhar com outra pessoa. "Depois da morte dele, eu não queria conhecer produtores, pois isso me parecia um retrocesso", explicou.
Quando uma turnê da banda chegava ao fim, dois anos atrás, o empresário de Allman pediu a ele que fizesse uma escala em Memphis, onde ele foi apresentado a T Bone Burnett, o produtor responsável pelos álbuns "Raising Sand", de Robert Plant e Alison Krauss, o recente "Union", de Elton John e Leon Russell, e a trilha sonora de "E Aí, Meu Irmão, Cadê Você?"."Crescemos na mesma época, na mesma mistura de blues e R&B sulista", disse Burnett.Allman concordou em gravar um álbum com ele, sem o restante da banda. Quando chegou, o pianista Mac Rebennack, conhecido como Dr. John, estava ali para contribuir com seu conhecimento enciclopédico do blues e do vodu de Nova Orleans.Rebennack -que vai se juntar aos Allman Brothers no Hall da Fama do Rock and Roll- compartilha com o cantor histórico de problemas com drogas.Allman recordou uma festa nos anos 1970, época de seu casamento turbulento com Cher. "Eu fiquei acabado, e Mac me ajudou -me impediu de ficar em situação realmente constrangedora."Os dois gravaram 15 canções em duas semanas, quase imediatamente optando por um som acústico particular.
Onde o blues tocado pelos Allman Brothers é espalhado e expansivo, esta música é intimista, arranjada cuidadosamente, mas nunca rígida.A voz profunda e rouca de Allman passa sem dificuldade do country blues comovente de Sleepy John Estes e Skip James para o caráter mais incisivo de canções de Magic Sam e Otis Rush. "Just Another Rider", de Greg Mr. Allman e Warren Haynes, guitarrista dos Allman Brothers, se insere nesse misto sem dificuldade."Levamos o blues para um lugar além", disse Allman. "Tudo se encaixou. Foi espantoso."
DISTINTIVO BLUES
URGENTE!!!!3, 4, 5 e 6 de agosto.Fone 43 3348-0791
Festival de Blues de Londrina!!
Andre, Nuno, Grinsberg e outros feras!!

Continuam as promoções (veja o anexo):
, às 6ªs Feiras às 15h. Termina às 17h. Pode ser ouvido pela internet em www.radiosideralfm.com.br todas as 6ªs.Feiras às 15h (de 15 às 17 horas) tendo reprise aos domingos às 13:30h
É um programa de rádio apresentado pelo "Big Slinger" Thomazini (Bodhisattva Blues Band) toda sexta-feiras de 15:00 as 17:00 hrs, e voltado para a música em geral, especificamente para o blues e suas variantes, mesmo as mais distantes. Enfatiza a execução de gravações pouco divulgadas se atendo sempre á boa qualidade do conteúdo, independente do tempo e do local onde isso tenha ocorrido. De um modo geral o blues e a tônica, podendo, todavia acontecer a apresentação de formas e conteúdos aparentemente diversos da "estética blues". Leva-se em conta a influência musical, nos costumes, visual e cultural advindos da assimilação do blues por outras culturas e povos, no caso aqui no Brasil. Enfim, um programa atemporal onde gravações, de 1926, por exemplo, são tratadas da mesma forma que uma de 2011. Onde artistas obscuros e desconhecidos tem o mesmo tratamento que é devotado ao mundialmente consagrados e conhecidos, tendo concedida a mesma reverência e importância.
Edward nos brinda com esta pérola tirada da Folha e escrita por Thales de Menezes:
Muito. A ponto de Beck dedicar um concerto no ano passado para homenageá-lo. Polsfuss, conhecido como Les Paul, não se limitou a ser o grande guitarrista americano dos anos 1940. Era um inventor. Criou guitarras, pedais de distorção e equipamentos de estúdio.
Sua inovadora guitarra de corpo sólido, sem um espaço oco para reverberar, é hoje a icônica Gibson Les Paul.
Beck promoveu no mítico Iridium Jazz Club, em Nova York, um show que passa a limpo os clássicos de blues e rock favoritos de Les Paul.
Ele chamou amigos que entendem do riscado. Beck divide o palco com o guitarrista inglês de rockabilly Darrel Higham e a cantora irlandesa de blues Imelda May. A interpretação dela para o hino de fossa "Cry Me a River" é simplesmente de arrepiar.
Mas Beck é a estrela, alternando fúria e delicadeza em solos hipnóticos. Para os fãs, há duas pérolas nos extras do DVD: uma rara entrevista intimista com Beck e um curta em que ele exibe e comenta sua coleção de guitarras.
Olá pessoal, Dia 25 de Abril, as 21h vai rolar um Festival Fechado de Jazz & Blues na Galeria do Rock em SP. Nessa edição teremos a presença de MUD MORGANFIELD, filho de Muddy Waters, acompanhado pela Igor Prado Band, o pianista americano Donny Nichilo e o gaitista Ivan Marcio. Ainda teremos o show tributo a Billie Holiday de Ana Paula Lopes Trio. Se você quiser participar do festival ligue para o telefone ou mande um email para o que está no convite anexo.
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